Calma editorial
Uma carteira é um espaço financeiro. Deve parecer uma app de banco, não uma slot machine. Espaço generoso. Uma só cor de destaque. Sem confetes.
Uma plataforma, duas apps, sem plástico.
Aproxima-te do balcão de uma pastelaria e vê uma carteira a abrir. Um cartão de carimbos de café de algum lado. Um voucher rasgado de outro. Uma app de recompensas que o cliente descarregou uma vez e nunca mais abriu.
O pequeno comerciante do outro lado do balcão tem o problema oposto. Os sistemas de fidelidade empresariais nunca foram pensados para um único café ou para uma garrafeira com três funcionários. O hardware é caro, os contratos são longos e a taxa de utilização mal chega aos vinte por cento.
Por isso os lojistas voltam-se para os descontos. Os descontos ensinam os clientes a esperar pelos próximos saldos. Corroem as margens. Nunca constroem aquilo que o lojista realmente queria, que era um motivo para a mesma pessoa voltar a entrar na semana seguinte.
Achámos que a loja do dia a dia merecia uma forma mais calma de fazer isto. Por isso construímos uma.
Moldam o produto, a fotografia, a voz e as partes do mercado da fidelidade nas quais escolhemos não competir.
Uma carteira é um espaço financeiro. Deve parecer uma app de banco, não uma slot machine. Espaço generoso. Uma só cor de destaque. Sem confetes.
A interface fica fora do caminho. A marca do comerciante, o cartão do cliente, a recompensa que ele realmente ganhou, são essas as coisas em que o olhar deve pousar. Não no nosso cromado.
A Gamma vive a um balcão de madeira numa loja de bairro. Mãos reais, recibos reais, um telemóvel que se tira do bolso por dois segundos e se guarda outra vez. Nada nela deve parecer uma demonstração de startup.
Dois telemóveis, dois papéis, uma camada de recompensas que os liga em tempo real.
Transforma o telemóvel de qualquer comerciante numa operação completa de recompensas. Tem oito modelos de recompensa lá dentro. Cartões de carimbos, memberships por níveis, créditos de loja, crowd pools que crescem com o movimento da semana. O lojista escolhe o que se adequa à loja hoje, e muda quando a loja muda. Sem programador. Sem hardware novo. Sem substituir o POS.
Guarda todos os cartões que um cliente ganha, em qualquer comerciante Gamma. A pastelaria, o café, a garrafeira, o ginásio. O cliente entra com um número de telemóvel e uma alcunha. Sem e-mail. Sem palavra-passe. Sem conta para recuperar. Lê o código QR ao balcão e o cartão está na carteira em dois segundos.
As duas apps falam entre si em tempo real. Uma recompensa ganha ao balcão aparece na carteira do cliente antes de ele chegar à porta. Uma utilização na carteira regista-se no painel do comerciante antes de o recibo ser impresso.
Somos nativos no RGPD por construção, não por adaptação. O limite de duzentos euros por cliente que as regras europeias exigem é monitorizado silenciosamente em segundo plano. Um toque do lado do cliente apaga tudo, em definitivo.
A pastelaria independente. O café do bairro. A garrafeira com três funcionários e um sábado movimentado. O ginásio que conhece os sócios pelo nome. A florista que se lembra de como era o casamento do mês passado.
O grande retalho já tem infraestrutura de fidelidade. As lojas da nossa rua não, e os sistemas que lhes vendem foram pensados para o negócio de outra pessoa. A Gamma foi construída para o delas.
Os modelos de recompensa que estão hoje na app cobrem os casos que as lojas pequenas já compreendem. Carimbos, níveis, créditos, crowd pools.
Para além disso, estamos a trabalhar nas partes da camada de fidelidade do dia a dia que ainda faltam. Uma troca de recompensas entre clientes, para que um cartão de carimbos que nunca vais terminar numa loja possa encontrar alguém que o termine. Integrações discretas com as plataformas que os lojistas já usam, para que a carteira chegue à caixa em vez de a substituir.
Não temos pressa em acrescentar funcionalidades. Temos pressa em fazer com que as que já lançámos sejam mais calmas.
A loja da esquina merece a mesma qualidade de ferramentas que a cadeia do outro lado da rua. O cliente merece uma carteira mais leve ao fim da semana do que no início.
É ISSO A EMPRESA TODA. TUDO O RESTO É DETALHE.